
Movimento #NiUnaMenos no Rio de Janeiro. Alguns direitos reservados.
Desde há uns anos que assistimos ao aparecimento do poder relacional, da transversalidade, da participação. Este é o fundamento que dá sentido e protagonismo à tecnopolítica, base sobre a qual se conceitualiza e se adopta uma nova visão da democracia: mais aberta, mais directa, mais interactiva. Um marco que supera a arquitectura fechada sobre a qual se cimentaram as praxis da governança (fechadas, hierárquicas, unidireccionais) em quase todos os âmbitos. Esta serie sobre “O ecossistema da democracia aberta” pretende analisar os diferentes aspectos desta transformação em movimento.
Com o avanço da segunda década do século XXI nos encontramos em um crescente hiato entre política e sociedade. Os líderes tradicionais, partidos políticos e instituições públicas carecem de legitimidade social. Hoje encontramos muitos presidentes que têm níveis mais baixos de apoio do que o valor da inflação. Cidadãos - especialmente os jovens - vêm menos às urnas e poucos estão se unindo a partidos políticos.