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A guerra argentina contra o crime pode ser contraproducente

As abordagens de linha dura para combater a violência criminosa não são novas na Argentina. Mas marcam uma mudança em relação à década anterior. English Español Este artigo se publica nel marco de la campanha Instinto de Vida.

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Mauricio Macri no Fórum Económico Mundial em Buenos Aires. Xinhua/SIPA USA/PA Images. Todos os direitos reservados.

As abordagens duras à segurança pública estão regressando às Américas, incluindo à Argentina. Apesar de ter uma das taxas mais baixas de violência criminal na América Latina, o novo governo apressou-se a aplicar estratégia de “mão dura” para combater o crime organizado.

Em 2015, poucas semanas depois de aceder ao cargo de presidente, Maurício Macri assinou um estado de “emergência pública” (que se estendeu até 2016). Chegou ao pode jurando erradicar o crime organizado, e os seus esforços essenciais sugerem que se avançou. Mas, apesar de ser atractiva para muitos, a militarização da luta contra o crime pode ser contraproducente.